

CidadeSinto-me como os velhos prédiosCidade
da cidade decadente, que por dentro,
vão sendo corroídos pelo tempo,
até desfalecerem nas pedras da calçada
e então serei levado pela água, pelo vento,
sem existir qualquer lamento,
pois com o tempo,
irei ser apagado do pensamento,
de algum dia ter existido.


ImaginacaoSobressaís no meio dessa multidão de almas,Imaginacao
que vagueiam nesta cidade decadente,
num mundo perto do seu fim.
Fixei o meu olhar nos teus olhos,
senti como se tudo a nossa volta se tivesse paralisado,
perdendo todo o seu significado,
a não ser o sentir da tua respiração na minha face.
Falei para ti e tu nada disseste,
gesticulei mas não reagiste,
tentei-te tocar, mas apenas atingi o vazio
e só então me apercebi
que apenas existes na minha conturbada mente.


EstepeNa estepe vejo a tempestadeEstepe
Perdido nesta estepe desoladora, Procuro em vão o caminho,
Que me leve para bem longe, Da tenebrosa tempestade que se aproxima, O meu corpo não me obedece,
Não vislumbro abrigo nem vivalma. Que hei de fazer? Deixar-me-ei morrer?
Por mil demónios… Lutarei, correrei, arrastar-me-ei
E só descansarei, Quando tudo acabar E te encontrar,
No meu olhar.
Previous Page123Next Page